Início Stock Car STOCK CAR – O retorno da categoria ao Rio em números –...

STOCK CAR – O retorno da categoria ao Rio em números – 2022

326

 5 min de leitura

Circuito recebe o nome de Cacá Bueno, maior vencedor da Stock no RJ (Foto: Luis França/P1 Media Relations)
Curiosamente, 35,3% dos pilotos que correram na última prova da categoria no Rio de Janeiro, em 2012, permanecem no grid, e 64,7% disputam uma prova da Stock Car Pro pela primeira vez na capital fluminense.

Neste final de semana acontecerá o tão esperado retorno da Stock Car ao Rio de Janeiro. A terceira disputa da temporada 2022 do calendário entrará em cena neste domingo (10), a partir das 13h20, horário da primeira largada das duas corridas que serão realizadas em sequência; e o que gera mais expectativa, é o novo circuito que será o palco da prova: o RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.

A última vez que a Stock Car correu no Rio foi em 15 de julho de 2012, no extinto Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá. A antiga pista deu lugar ao Parque Olímpico, para os jogos da Rio-2016. Na despedida do circuito, a vitória foi de Allam Khodair, que corria na Vogel, a equipe do atual campeão, Gabriel Casagrande.

A prova foi a 42ª da Stock Car em território carioca, e a de número 375 na contagem geral. Dez anos depois, a principal competição de automobilismo da América Latina retorna à Cidade Maravilhosa para as corridas de número 43 e 44, e as de 565 e 566 na contagem total da categoria.

Entre os 34 pilotos do grid atual da Stock Car Pro, 12 (ou 35,3%) participaram da prova de despedida em 2012. Allam Khodair (hoje na Blau Motorsport) saiu vitorioso, com Thiago Camilo (então na Ipiranga RCM, hoje na Ipiranga A.Mattheis) em segundo e Ricardo Maurício (Eurofarma-RC) em terceiro. Denis Navarro (Vogel, hoje na Cavaleiro Sports) ficou com o sétimo lugar, Cacá Bueno (Red Bull, hoje na Crown Racing) o oitavo, Júlio Campos (Carlos Alves Competições, hoje na Lubrax Podium) foi 11º.

Antes de ser três vezes campeão, Daniel Serra (Red Bull, hoje Eurofarma-RC) foi o 13º colocado, com Galid Osman (Full Time, hoje na Shell V-Power) o 15º, Marcos Gomes (Full Time, hoje na Cavaleiro Sports o 21º, Ricardo Zonta (Gramacho Racing, hoje RCM Motorsport) foi o 24º colocado; Átila Abreu (AMG, hoje na Shell V-Power) e Diego Nunes (Hot Car, hoje na Blau Motorsport) não cruzaram a linha de chegada.

Ao tirar os mencionados acima, 22 pilotos (64,7% do grid) irão acelerar um Stock Car no Rio de Janeiro pela primeira vez, inclusive automobilistas experientes como Rubens Barrichello, Felipe Massa e Nelson Piquet Jr, além do atual campeão Gabriel Casagrande.

O circuito: a grande atração

Como uma homenagem ao pentacampeão da categoria, o circuito foi batizado de Cacá Bueno. Único carioca veterano no grid, no fim de semana, Cacá ganhará a companhia do estreante, Thiago Vivacqua, que irá correr pela RKL Competições no carro #7.

Em entrevista, Cacá falou mais sobre o layout da pista no aeroporto carioca. “O circuito do Galeão tem uma reta de 1.300 metros, onde deveremos alcançar velocidades superiores a 260 km/h. Ao final desta reta, temos uma freada forte, em curva, que não é feita com o carro em linha reta, para uma ‘quebrada’ à direita, saindo da pista de pouso principal, e isso traz um pouco de dificuldade para encontrar o ponto ideal. No entanto, isso também significa mais oportunidades de ultrapassagem”, disse o piloto do carro #0 da equipe Crown Racing.

As características do circuito quase o caracterizam como um oval. Das sete curvas, seis são para a direita e apenas uma à esquerda. O traçado possui 3.225 metros e, neste trajeto, os pilotos deverão andar em aceleração total por cerca de 2.151 metros, ou 64% do tempo de volta, estimado em 1min05s.

As simulações sugerem uma média de velocidade na faixa de 175 a 180 km/h, e torna a pista carioca a segunda mais veloz do calendário, atrás do oval de Goiânia, onde a aceleração máxima ocorre em 80% da volta.

Outro detalhe que as equipes já levam em consideração é a superfície da pista, 100% de concreto, em vez do asfalto tradicional de autódromo. A principal diferença é o nível de aderência oferecido, mais alto, inclusive em pista molhada.

O engenheiro de projeto da Fras-le e da Fremax, fornecedoras oficiais das pastilhas e discos de freio da Stock Car, André Brezolin, explicou com mais detalhes o desafio de se correr sobre concreto. “Por proporcionar uma aderência maior, o concreto vai permitir frenagens mais fortes a reduções mais rápidas de velocidade e, consequentemente, maior temperatura nos discos e pastilhas de freio.

A maior preocupação são as altas velocidades nas longas retas de uma pista com curvas extremamente fechadas, de baixa velocidade. Velocidade alta, temperatura alta e expectativa de corridas muito disputadas, com os carros andando muito próximos, traz uma preocupação com sobrecarga de temperatura, mais até do fluido dos freios do que com os discos e as pastilhas”, concluiu André.

A Stock Car é transmitida ao vivo pela Band, canais SporTV, mídias oficiais da categoria (YouTube, Facebook e TikTok), Motorsport.TV, mídias do Estadão e Twitch da Tribo do Gaules.

A FRAS-LE e a FREMAX são as fornecedoras oficiais de pastilhas e discos de freio da categoria, respectivamente, trabalham com as todas as equipes e procura oferecer o melhor desempenho, segurança, eficiência e confiabilidade. A Fremax é a fornecedora dos discos desde 2004, enquanto que a Fras-le, está com a Stock desde 2016.

3ª Etapa – Stock Car Pro Series 2022

RIO DE JANEIRO (RJ)
Aeroporto Internacional RioGaleão – Tom Jobim
Extensão:
 3.226 metros
Sentido: horário
Curvas: 7 (6 à direita e 1 à esquerda)

Características técnicas (nível 1 a 5 do menor para o maior):

Projeções Fras-le e Fremax
Abrasividade do asfalto: 4
Força lateral: 4
Nível de exigência dos freios: 4
Pneu mais exigido: traseiro esquerdo

Inauguração: 2022
Previsão climática: Mínima de 22ºC e Máxima de 26ºC, com sol e aumento de nuvens no período da tarde, com possibilidade de pancadas de chuva à tarde e à noite, segundo o Climatempo.
Vencedores em 2021: Ricardo Maurício venceu as duas corridas na etapa do Anel Externo em 2021.

Informações disponibilizadas pela assessoria de imprensa de cada equipe/piloto/fornecedor.

Artigo anteriorSTOCK CAR – Rio de Janeiro se aproxima de marco histórico no Galeão – 2022
Próximo artigoFÓRMULA 1 – Saiba as expectativas das equipes para o GP da Austrália – 2022