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FÓRMULA 1 – Análise do desempenho das equipes até o GP da Hungria – 2021

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(Foto: Fórmula 1/Divulgação)

Em meio às férias de verão, veja, através de um panorama geral, como cada equipe se saiu na primeira metade da temporada.

A Fórmula 1 entrou em recesso após o Grande Prêmio da Hungria e a classe mais alta do automobilismo vai retomar as atividades da temporada 2021 na penúltima semana deste mês, nos dias 27, 28 e 29 de agosto.

Enquanto as dez escuderias do grid estão de férias, veja como foi o desempenho de cada uma, após onze etapas realizadas neste ano, em ordem decrescente da classificação atual do campeonato de construtores.

Mercedes-Benz AMG

(Foto: Mercedes/Divulgação)

A primeira corrida da Mercedes, no Bahrein, foi difícil, se comparada ao ano passado, quando seus pilotos usufruíam do ritmo avassalador do W11. Max Verstappen ficou colado em Lewis Hamilton até a bandeira quadriculada, o que deixou a equipe alemã preocupada com os rivais da Red Bull. Apesar disso, Lewis venceu a prova, e seu parceiro, o finlandês Valtteri Bottas, ocupou o terceiro lugar no pódio e ficou com a volta mais rápida do GP.

A partir da segunda etapa, o GP da Emilia-Romagna, a disputa com a RBR começou a se acirrar e a Mercedes começou a perder a posição mais alta da primeira fila. Em ímola, Hamilton terminou em segundo e, pelo menos, conseguiu 1 ponto pela melhor volta. Bottas, porém, abandonou na segunda corrida do calendário.

Em Portugal, foi onde o cenário para a equipe melhorou, com a vitória Lewis e o terceiro lugar de Valtteri, além de ter garantido 1 ponto extra da melhor volta através do finlandês. No GP da Espanha, o resultado final foi o mesmo, exceto pelo fato de não terem ganho 1 ponto extra do menor tempo de volta no circuito.

Valtteri Bottas nos boxes em Mônaco (Foto: Mercedes/Divulgação)

As duas provas seguintes foram um verdadeiro desastre para a Mercedes. Em Mônaco, Lewis Hamilton fez o melhor que pôde, terminou em 7° e com a melhor volta. Valtteri Bottas, por sua vez, abandonou nos boxes devido a uma roda que prendeu e os mecânicos não foram capazes de tirar.

O pior resultado para as flechas de prata das últimas temporadas foi no GP do Azerbaijão: Bottas finalizou na P12 e Hamilton, três posições abaixo, na P15. Pela primeira vez neste ano, a Mercedes saiu zerada de uma corrida.

Nos GPs da França, Estíria e Áustria, a equipe alemã foi a segunda melhor na pista, e conquistou 4 pódios (2 de Hamilton e 2 de Bottas) e uma melhor volta com Hamilton, na Estíria.

A Mercedes melhorou um pouco nas últimas duas etapas (Grã-Bretanha e Hungria), pois venceu o GP britânico com Lewis, além de ganhar a P3 com Valtteri e, na Hungria, a escuderia assumiu a liderança de ambos os campeonatos, graças ao 3º lugar de Hamilton (promovido a P2 após a desclassificação de Vettel). Em Hungaroring, Bottas abandonou pela terceira vez na temporada.

Da esquerda para a direita, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas (Foto: Mercedes/Divulgação)

No campeonato de pilotos, Lewis Hamilton é o atual líder, com 195 pontos, 87 à frente de Valtteri Bottas, este que se encontra classificado em quarto. O finlandês precisa de resultados melhores na segunda parte da temporada, pois corre o risco de perder seu lugar para 2022.

A equipe chefiada por Toto Wolff está bem até agora, com um total de 4 vitórias, 9 pódios e 303 pontos conquistados como construtor, 12 de vantagem sobre a principal rival, RBR.

Red Bull Racing

(Foto: Red Bull Racing/Divulgação)

A RBR começou o ano com uma performance assustadora para a sua adversária, Mercedes, e garantiu pontos preciosos para a disputa pelo título de pilotos e construtores, principalmente, com o carro de Max Verstappen. O holandês garantiu 3 pódios e 2 vitórias da primeira até a quinta prova do calendário. Sergio Perez, só melhorou seu resultado no GP do Azerbaijão, onde salvou a Red Bull ao conquistar sua primeira vitória na equipe austríaca e a segunda de sua carreira na Fórmula 1.

Na França, a RBR fez dobradinha no pódio: Max finalizou em primeiro e Perez ficou com o terceiro lugar. Além disso, a volta mais rápida ficou com Verstappen.

Em seguida, a escuderia dominou suas duas corridas em casa, durante os GPs da Estíria e Áustria. Verstappen venceu ambas as provas e fez a melhor volta na segunda disputa no circuito Red Bull Ring. Para Sergio Perez, as coisas começaram a desandar, pois o mexicano terminou os GPs austríacos na P4 e P6, fora do pódio.

Max Verstappen abandonando o GP da Grã-Bretanha (Foto: Fórmula 1/Divulgação)

A partir do GP britânico, uma nuvem cinza parou em cima da Red Bull. Em Silverstone, devido a um contato com Lewis Hamilton na primeira volta, Max Verstappen perdeu o controle do carro e bateu forte contra o muro e, assim, ficou de fora da competição. Sergio Perez, a única esperança da equipe nessa etapa, cruzou a linha de chegada na P16, fora da zona de pontos.

O Grande Prêmio da Hungria também foi difícil para a escuderia austríaca. Os carros de Verstappen e Perez sofreram danos por conta do acidente gerado por Bottas após a largada. Sergio abandonou em seguida e o holandês correu sem parte do assoalho direito. Apesar do carro instável, Verstappen conseguiu pontuar para a equipe no Hungaroring, ao receber a bandeira quadriculada na P9 (que se tornou P8 devido a desclassificação de Sebastian Vettel).

Sergio Perez e Max Verstappen (Foto: Red Bull Racing/Divulgação)

O piloto com maior destaque na RBR é, sem dúvidas, Max Verstappen, que se encontra classificado em segundo na classificação, com 187 pontos, e é um dos favoritos ao título deste ano. Sergio Perez se encontra na P5, com 104 pontos, 83 abaixo de Verstappen. O mexicano precisa melhorar e se aproximar mais de Max, para permanecer na escuderia de Helmut Marko, este que é conhecido por exigir consistência nos resultados de seu segundo piloto.

Ocupante da segunda posição no campeonato de construtores com 291 pontos, 12 a menos em relação a líder Mercedes, a Red Bull ainda se encontra bem na temporada, com um total de 6 vitórias e 4 pódios conquistados.

Scuderia Ferrari

(Foto: Scuderia Ferrari/Divulgação)

A escuderia italiana iniciou a temporada com uma performance melhor em relação ao ano passado, com resultados mais satisfatórios. Apesar disso, houve altos e baixos na equipe de Maranello durante as etapas realizadas até agora.

Na primeira prova, no Bahrein, a Ferrari foi a quarta melhor equipe do grid. O monegasco Charles Leclerc e o espanhol Carlos Sainz, finalizaram o GP em Sakhir na P6 e P8, respectivamente, fora do top 5. Na disputa seguinte, em Ímola, o resultado foi melhor para os dois pilotos: Leclerc recebeu a bandeira quadriculada na P4, enquanto Sainz terminou a corrida logo atrás, na P5.

Nos GPs em Portugal e na Espanha, os pilotos Ferrari estenderam o jejum de pódio. Dessas duas etapas, o melhor resultado de Charles e Carlos foi no circuito de Barcelona-Catalunha, com o monegasco garantindo a P4 e, o espanhol, a P7.

O GP de Mônaco foi a corrida de redenção para a Scuderia, pois a equipe italiana conquistou seu primeiro pódio da temporada, através de Carlos Sainz, que concluiu a batalha em Monte Carlo na P2. Por outro lado, foi uma prova dolorosa para Charles Leclerc. O monegasco conquistou a pole mas, devido a sequelas da batida no fim da classificação, o carro do piloto 16 não ficou 100% no domingo, e Leclerc abandonou antes mesmo da largada.

Charles Leclerc na qualificação em Baku (Foto: Scuderia Ferrari/Divulgação)

No Azerbaijão, a Ferrari fez uma prova normal: Leclerc, que largou na pole, terminou em 4° e, Sainz, quatro posições abaixo, em 8°. Na etapa seguinte, o GP da França, foi quando se desenrolou a pior competição deste ano para a equipe de Maranello: Carlos Sainz cruzou a linha de chegada na P11, ao passo que Charles Leclerc recebeu a bandeira quadriculada na P16, o pior resultado dos pilotos até o momento.

Durante a rodada dupla na Áustria, a Scuderia não chamou muita atenção e ficou abaixo do top 4. Nas duas provas no circuito de Red Bull Ring, a Ferrari terminou com 14 pontos, 28 ao todo nos dois finais de semana em Spielberg.

Na Grã-Bretanha, a equipe liderada por Mattia Binotto conquistou o segundo pódio da temporada, através de Charles Leclerc, este que finalizou em segundo e por pouco não venceu o GP britânico. Carlos Sainz obteve um resultado decente em Silverstone, ao finalizar na P6.

O último GP antes das férias de verão, na Hungria, foi palco do terceiro pódio da Ferrari, com Sainz, que cruzou a linha de chegada na P4, mas foi promovido a P3 por conta da desclassificação de Sebastian Vettel. Pra Leclerc foi uma corrida ruim, pois recebeu um toque de Lance Stroll na primeira volta e abandonou pela segunda vez na temporada.

Carlos Sainz e Charles Leclerc (Foto: Scuderia Ferrari/Divulgação)

Quanto aos pilotos, o destaque na equipe é Carlos Sainz, que garantiu 2 de 3 pódios e está classificado em sexto no campeonato, com 83 pontos. Leclerc está 3 pontos atrás do espanhol, na P7, mas, pelo menos, é dono das únicas 2 poles da escuderia italiana na temporada.

Em termos de campeonato, a Scuderia Ferrari se encontra em uma boa posição: ocupa o terceiro lugar nos construtores, com 163 pontos, e conquistou 3 pódios até agora. Apesar disso, é necessário um pouco mais para a clássica equipe do cavalo empinado voltar a ser a segunda maior força do grid, como era em 2019.

Mclaren

(Foto: Mclaren F1 Team/Divulgação)

A Mclaren retornou neste ano com o desempenho de uma equipe de dianteira, ao disputar posições mais altas e conseguir alcançar fortes resultados. Na etapa de abertura do campeonato, no Bahrein, a escuderia britânica finalizou o GP com seus dois pilotos dentro do top 7, com Lando Norris na P4 e Daniel Ricciardo na P7.

A segunda prova, o GP da Emilia-Romagna, foi melhor ainda para a Mclaren: Norris conquistou 1 pódio, ao finalizar em terceiro, e Ricciardo recebeu a bandeira quadriculada em sexto.

Os dois GPs seguintes marcaram um pequeno retrocesso da equipe liderada por Andreas Seidl. Em Portugal, Lando e Daniel concluíram a corrida na P5 e P9, respectivamente, um resultado razoável. Na Espanha, Ricciardo cruzou a linha de chegada em sexto e Norris, terminou na P8.

Lando Norris com o troféu de terceiro lugar após o GP de Mônaco (Foto: Mclaren F1 Team/Divulgação)

Na disputa em Mônaco, Lando Norris foi o único piloto a pontuar e quem salvou o dia para a Mclaren, ao conquistar o segundo pódio da escuderia na temporada, como P3, e seu terceiro da carreira. Daniel Ricciardo finalizou na 12ª posição. Para o autraliano, foi uma corrida para se esquecer.

O GP do Azerbaijão, a segunda etapa em um circuito de rua, foi uma prova em que a Mclaren garantiu um resultado normal, com o 5º e 9° lugares garantidos por Lando e Daniel. Incrivelmente, no GP da França, Norris também concluiu a disputa em quinto, enquanto Ricciardo, pela primeira vez na temporada, terminou logo atrás do parceiro, na P6.

Lando Norris no pódio após o GP da Áustria (Foto: Mclaren F1 Team/Divulgação)

As duas provas na Áustria foram boas para a Mclaren, mas com o mérito apenas de Lando Norris. O jovem de 21 anos garantiu a P5 pela terceira vez consecutiva no GP da Estíria e conquistou o pódio de número 3 da escuderia britânica, no GP da Áustria, ao terminar em segundo. Daniel Ricciardo, por sua vez, não se saiu bem no circuito de Red Bull Ring e saiu da Áustria sem pontos.

Duas semana depois, no GP da Grã-Bretanha, a corrida em casa para a Mclaren, tanto Norris quanto Ricciardo terminaram bem. O britânico concluiu o GP em quarto e o australiano, em quinto, sua melhor finalização na temporada até o momento.

O Grande Prêmio da Hungria foi um verdadeiro desastre para a Mclaren, já que saiu sem pontos pela primeira vez neste ano. Devido ao contato recebido em sua traseira por Valtteri Bottas no início da corrida, Lando abandonou por conta de danos em seu MCL35M. A única esperança da escuderia era Daniel, mas o piloto de 32 anos cruzou a linha de chegada na P11, fora do top 10.

Daniel Ricciardo e Lando Norris (Foto: Mclaren F1 Team/Divulgação)

Nos pilotos, o grande destaque é Lando Norris, ocupante do terceiro lugar no campeonato com 113 pontos e dono dos 3 pódios conquistados pela equipe britânica na temporada. Daniel Ricciardo está classificado longe do parceiro, em nono lugar, com apenas 50 pontos. Por isso, o australiano precisa se recuperar nas próximas corridas para alcançar Norris, este que até agora, carregou o time nas costas.

A situação da Mclaren no campeonato de construtores é animadora. A equipe com sede em Woking se encontra em quarto lugar, empatada com sua maior rival, a Ferrari, ao ter um total de 163 pontos.

Alpine

(Foto: Alpine F1 Team/Divulgação)

A escuderia francesa foi uma das únicas equipes do grid que progrediram do início da temporada pra cá, com resultados cada vez melhores. A única corrida que a Alpine terminou fora da zona de pontos, foi na etapa de abertura, no Bahrein, onde Fernando Alonso abandonou e, Esteban Ocon, com o carro avariado após sofrer um contato de Sebastian Vettel, finalizou na P13. A partir da segunda prova, o GP da Emilia-Romagna, a Alpine se manteve firme dentro do top 10.

Esteban Ocon no topo do pódio após o GP da Hungria (Foto: Fórmula 1/Divulgação)

A disputa interna entre os pilotos se desenvolveu de uma forma curiosa durante a primeira parte da temporada. No início, era Esteban Ocon quem liderava a dupla na equipe, e terminava na frente de Fernando Alonso. Mas, do GP do Azerbaijão até o GP da Grã-Bretanha, o bicampeão passou a se sair melhor que Ocon. Isso só mudou na Hungria, quando o francês conquistou a sua primeira vitória na F1 e a primeira da Alpine como escuderia, enquanto Alonso concluiu a corrida na P5.

Fernando Alonso e Esteban Ocon (Foto: Alpine F1 Team/Divulgação)

Em relação ao campeonato de pilotos, Esteban está com 39 pontos, 1 acima de Fernando. Esse fato comprova o quanto a dupla de automobilistas da Alpine está bem equilibrada. Porém, Ocon é o único que garantiu o topo do pódio para a escuderia na temporada e, por isso, o jovem de 24 anos está em destaque.

No campeonato de construtores, a equipe francesa se encontra classificada em quinto lugar, com 77 pontos, 86 atrás da Mclaren e apenas 9 à frente da AlphaTauri. Isso significa que a Alpine está longe das adversárias de dianteira e pode perder facilmente a P5 para a escuderia de base da Red Bull.

AlphaTauri

(Foto: Scuderia AlphaTauri/Divulgação)

A AlphaTauri é uma equipe que mostrou uma performance mediana, apenas com capacidade de disputar as últimas posições do top 10. Em 9 das 11 corridas até agora, a escuderia júnior da Red Bull viu apenas um de seus carros dentro da zona de pontuação. Os dois únicos momentos em que Pierre Gasly e Yuki Tsunoda terminaram juntos entre os dez primeiros, foi no Azerbaijão, onde Gasly conquistou o pódio como P3 e Tsunoda concluiu na P7, e no GP da Hungria, com a finalização do francês em 5º, seguido do estreante japonês.

Pierre Gasly e Yuki Tsunoda (Foto: Scuderia AlphaTauri/Divulgação)

Atualmente, a rivalidade entre os pilotos da escuderia italiana é liderada por Gasly, este que já garantiu 1 pódio, a volta mais rápida do GP da Hungria, está classificado em 8° no campeonato e é dono de 50 dos 68 pontos conquistados pela AlphaTauri. Yuki Tsunoda ocupa a 13ª posição na classificação de pilotos e foi superado por Pierre em 8 de 11 corridas, o que é normal para um piloto que disputa sua primeira temporada na Fórmula 1.

A situação da AlphaTauri na disputa de equipes é, por enquanto, confortável, pois se encontra em 6º lugar no campeonato, com 68 pontos, 20 de vantagem em relação a Aston Martin e apenas 9 atrás da Alpine. Isso significa que a escuderia secundária da Red Bull está com mais chances de avançar do que regredir na classificação.

Aston Martin Cognizant

(Foto: Aston Martin/Divulgação)

A primeira parte da temporada para a antiga equipe Racing Point foi marcada por dificuldades e alguns momentos de glória. Do Grande Prêmio do Bahrein até a prova na Espanha, a Aston Martin só pontuou na corrida de abertura em Sakhir, com a P10 garantida por Lance Stroll, e em Ímola, mais uma vez com a ajuda do piloto canadense.

Na quinta etapa do calendário, no GP de Mônaco, foi quando os dois pilotos, Sebastian Vettel e Stroll conseguiram finalizar juntos na zona de pontuação, na P5 e P8, respectivamente.

Sebastian Vettel após a corrida em Baku (Foto: Aston Martin/Divulgação)

A prova seguinte, no Azerbaijão, foi um pouco mais satisfatória para a escuderia: Sebastian concluiu a disputa em segundo lugar e garantiu o primeiro pódio da Aston Martin na Fórmula 1. Por outro lado, Lance ficou de fora após uma forte batida no muro, devido a uma falha de pneu. Duas semanas depois, na França, Sebastian e Lance, pela segunda vez no ano, cruzaram a linha de chegada dentro do top 10 e finalizaram, respectivamente, na P9 e P10.

Da rodada dupla em Spielberg em diante, os resultados da equipe começaram a despencar. Após a segunda disputa na Áustria, a Aston Martin saiu zerada, e o máximo que Stroll conseguiu nos GPs da Estíria e Grã-Bretanha, foi a P8.

Enquanto isso, Vettel falhava em alcançar a zona de pontuação, abandonou o GP da Grã-Bretanha e foi desclassificado na Hungria por não ter o mínimo de combustível exigido pela FIA ao cruzar a linha de chegada. O GP húngaro também foi uma decepção para Lance, este que abandonou após bater em Charles Leclerc na primeira volta.

Sebastian Vettel e Lance Stroll (Foto: Aston Martin/Divulgação)

Em relação a batalha interna entre os pilotos, Sebastian Vettel está em destaque, principalmente por ser dono do único pódio conquistado pela escuderia britânica. O tetracampeão se encontra classificado em 12° lugar, com 30 pontos, 12 de vantagem em relação a Lance Stroll, este que ocupa a 14ª posição.

Nos construtores, a Aston Martin está com 48 pontos, 20 atrás da AlphaTauri, sua principal adversária atualmente. Assim, a equipe de Lawrence Stroll precisa de uma nova abordagem, para se recuperar e voltar a brigar pelas 6 primeiras posições, como fazia no ano passado.

Williams Racing

(Foto: Williams Racing/Divulgação)

A Williams chegou nesta temporada com o mesmo baixo desempenho demonstrado nos dois anos anteriores. O melhor que a ex-escuderia de Frank Williams conseguiu até a décima etapa, no Reino Unido, foi a P11 e P12, garantidas por George Russell nos GPs da Áustria e Grã-Bretanha, e a P14 de Nicholas Latifi em solo britânico. O pior resultado para a Williams foi no GP da Emilia-Romagna, pois os pilotos não concluíram a corrida.

O divisor de águas para a equipe foi na Hungria, a última etapa antes das férias, onde a Williams finalmente viu seus dois carros cruzarem a linha de chegada entre os 10 primeiros; Latifi finalizou a prova em oitavo, uma posição à frente de Russell. Como mais uma adição de felicidade para a escuderia, a desclassificação de Sebastian Vettel no Hungaroring fez Nicholas e George subirem uma colocação no grid e ficaram com a P7 e P8, respectivamente.

Nicholas Latifi e George Russell (Foto: Williams Racing/Divulgação)

No quesito pontuação no campeonato, a dupla de pilotos da escuderia britânica é liderada por Nicholas Latifi, que está classificado na P15 com 6 pontos, 2 de vantagem em relação a George Russell, ocupante da 16ª posição. Porém, em termos de desempenho, do Bahrein até a Grã-Bretanha, Russell se saiu melhor, ao bater Latifi em todas as qualificações até agora e superar o canadense em 7 das 10 corridas disputadas.

Neste momento, a Williams está com um total de 10 pontos e saiu do penúltimo lugar do campeonato para ficar à frente de suas rivais Alfa Romeo e Haas, o que é inédito desde 2018.

Alfa Romeo Racing

(Foto: Alfa Romeo Racing/Divulgação)

A Alfa Romeo tem se mostrado uma força notável no pelotão intermediário, apesar de demonstrar um baixo desempenho nas corridas. Desde o início da temporada, a equipe italiana tem conseguido apenas as colocações próximas do top 10, mais frequentemente, da P11 até a P15. As únicas duas provas em que a Alfa Romeo finalizou com pontos, foi em Mônaco, através da P10 de Antonio Giovinazzi, e no Azerbaijão, graças a conquista da décima posição por Kimi Raikkonen.

Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi (Foto: Alfa Romeo Racing/Divulgação)

A disputa interna entre os automobilistas da escuderia italiana está acirrada, mas Raikkonen conquistou mais pontos até agora e superou o italiano em 6 das 11 provas realizadas até agora. No campeonato, o finlandês se encontra classificado em 17º, com 2 pontos, 1 acima de Giovinazzi, este que ocupa a P18.

A Alfa Romeo é a penúltima colocada na classificação de construtores, com 3 pontos, 7 atrás da Williams e na frente apenas da Haas.

Haas

(Foto: Haas F1 Team/Divulgação)

A equipe americana, liderada por Guenther Steiner se encontra pela primeira vez, desde sua chegada na Fórmula 1, em 2016, classificada em último lugar e sem pontos conquistados até as férias de verão.

As melhores colocações que a escuderia conseguiu alcançar nas corridas foram a P12 e a P13, com Mick Schumacher, nos GPs da Hungria e Azerbaijão, respectivamente. No geral, na primeira metade da temporada, a equipe ocupou com frequência as últimas posições do grid, na frente apenas de adversários que abandonaram.

Nikita Mazepin e Mick Schumacher (Foto: Haas F1 Team/Divulgação)

Em relação ao grid de pilotos da Haas, Mick Schumacher aproveitou melhor as 11 primeiras etapas do calendário. O alemão superou Nikita Mazepin 9 vezes, tanto nas qualificações quanto nas corridas, e é um dos únicos pilotos que não abandonaram nenhuma prova até o momento.

A Haas precisa pontuar o quanto antes, para não terminar o ano zerada, este que é o maior medo do chefe da equipe, Guenther Steiner. Caso isso aconteça, o francês pode correr o risco de perder seu lugar, caso haja pressão dos patrocinadores e, até mesmo, do proprietário da equipe, Gene Haas.

O QUE ESPERAR APÓS AS FÉRIAS DE VERÃO

Max vs Lewis

(Foto: Lars Baron/Getty Images/Red Bull Content Pool)

A partir do Grande Prêmio da Bélgica, a disputa entre o atual líder do campeonato de pilotos, Lewis Hamilton, e o segundo colocado, Max Verstappen, será ainda mais intensa. Com onze etapas restantes na temporada (já que o GP do Japão foi cancelado), os dois competidores vão aproveitar ao máximo cada final de semana.

Qualquer abandono ou desclassificação custará caro e, devido a pouca diferença de pontos entre Max e Lewis, qualquer um dos dois pode conquistar o título deste ano.

Mclaren vs Ferrari

(Foto: Scuderia Ferrari/Divulgação)

No pelotão intermediário, a batalha será acirrada entre a Ferrari e a Mclaren, estas que disputam a terceira posição do campeonato de construtores. Ambas as escuderias se encontram empatadas, com 163 pontos cada uma e, no momento, não concorrem a P3 com nenhuma outra equipe do grid.

Haas em busca de pontos

(Foto: Haas F1 Team/Divulgação)

A Haas tem do apagar das luzes na Bélgica até a bandeira quadriculada em Abu Dhabi para conquistar seus primeiros pontos na temporada, o que é de extrema importância para a equipe americana. Caso termine sem pontuar, muita coisa pode acontecer, como, além da possibilidade da demissão de Guenther Steiner, a perda de Mick Schumacher para outra escuderia do grid e, com isso, o patrocinador principal, Ural Kali.

Mais classificações em formato Sprint

A Fórmula 1 confirmou que haverá mais duas corridas classificatórias em formato Sprint na temporada, uma em Monza, durante o GP da Itália, e, a outra, em Interlagos, no fim de semana do GP do Brasil, em São Paulo.

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