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FÓRMULA 1 – Após quinta vitória em sete corridas, Hamilton admite falta de competitividade na categoria – 2020

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Foto: Divulgação/FIA

Neste domingo, Lewis Hamilton conseguiu mais uma vitória na Fórmula 1 no circuito de Spa-Francorchamps (Bélgica), se aproximou do recorde de triunfos do alemão Michael Schumacher na categoria e ampliou sua vantagem na liderança do Mundial sobre o holandês Max Verstappen para 47 pontos, pavimentando ainda mais o caminho para o hepta. Só alegria para o piloto inglês, certo? Não exatamente.

Na entrevista coletiva após a corrida, o hexacampeão mundial contestou a falta de competitividade nas corridas da Fórmula 1, sobretudo pelo amplo domínio da Mercedes, que venceu seis das sete corridas da temporada. Além das cinco vitórias de Hamilton, seu companheiro Valtteri Bottas ficou com o triunfo na corrida inaugural da temporada, disputada na Áustria.

“Eu adoraria ter uma corrida de verdade. Eu definitivamente tive corridas no passado aqui que foram um pouco mais próximas, tentando seguir a Ferrari e ficar na frente delas, mas eles conseguiam ultrapassar porque tinham toda aquela força extra. Espero que nas próximas corridas tenhamos isso. Acho que as Red Bulls melhoraram. Eu realmente espero que tenhamos uma corrida mais porque acho que todos querem nos ver lutando juntos”, disse Hamilton.

Para o piloto, essa atual situação de falta de competitividade passa pelas decisões tomadas por dirigentes nos últimos anos, sobretudo no que diz respeito à projeção dos carros. Porém, ele acredita que o cenário possa ser diferença com as mudanças previstas para a temporada 2022.

“Espero que as pessoas possam entender que não é nossa culpa. No final das contas, somos pilotos, passamos por todos os níveis, conquistamos as posições que temos e chegamos no fim de semana após fim de semana nos dedicando e dando absolutamente tudo para ir lá e se apresentar no nosso melhor. Em última análise, os tomadores de decisão que projetam os carros, que estabelecem regras e esse tipo de coisas, são aqueles sobre os quais se pode aplicar pressão para, no final das contas, fazer um trabalho melhor avançando, se isso for possível.”

“Tenho esperança de que isso seja o que eles farão em 2022 e, com esse novo tipo de carro, talvez vejamos uma forma diferente de corrida para os fãs. Não seria algo bom se pudéssemos seguir de perto e ter corridas mais acirradas?”, concluiu Hamilton.

As mudanças as quais se refere Hamilton dizem respeito ao pacote técnico anunciado pela FIA que incluem um novo modelo de carro, com alterações em diversos fatores, como aerodinâmica, endplates, rodas dianteiras, dutos de refrigeração dos freios, entre outros. Além disso, haverá uma limitação orçamentária para as equipes.

Inicialmente, o pacote estava previsto para ser implementado a partir da temporada 2021. Porém, devido à pandemia, a entidade e as equipes chegaram a um acordo para adiar as mudanças para a temporada seguinte e seguir com os chassis de 2020 para o próximo ano, embora as restrições de gastos já devam ser aplicadas em 2021.

Hamilton iguala feito do ano passado
Foto: Divulgação/FIA

Com mais uma vitória, o piloto da Mercedes confirmou seu favoritismo na Bélgica e chegou a um feito que só havia conquistado no ano passado: 5 vitórias nas 7 primeiras corridas da temporada. Em 2019, o início arrasador pavimentou caminho para um título tranquilo, conquistado com duas corridas de antecedência.

Em termos de aproveitamento, Hamilton fez cerca de 90% dos pontos possíveis até aqui, já que seu pior resultado foi um 4º lugar na corrida inaugural na Áustria. No ano passado, esse aproveitamento era um pouco maior nas sete primeiras etapas. No entanto, a diferença para o segundo colocado era menor que a atual, o que mostra que o inglês está ainda mais isolado na ponta.

O triunfo tranquilo na Bélgica, em corrida marcada por homenagens ao falecido ator Chadwick Boseman, também colocou Hamilton mais perto de um recorde histórico: agora, ele está a duas vitórias de igualar o recorde de Michael Schumacher, que teve 91 triunfos na categoria em sua carreira.

O feito pode ser igualado no Grande Prêmio da Toscana, no circuito de Mugello, marcado para 13 de setembro. No dia 27 de setembro, em Sochi (Rússia), Hamilton pode cravar o nome na história e se isolar como o maior vencedor de corridas da história da F1.

O foco, no entanto, está no GP da Itália, no próximo domingo, no circuito de Monza, quando Hamilton pode alcançar outro feito. Caso vença a corrida, ele conquistará sua 6ª vitória em Monza e se isolará como o maior vencedor do GP, deixando para trás o próprio Schumacher. O britânico subiu ao lugar mais alto do pódio em 4 das últimas 6 corridas no circuito. No ano passado, terminou em terceiro e viu Charles Leclerc, da Ferrari, ficar com a vitória.

Com ou sem competitividade, o britânico segue como favorito a vencer mais uma corrida na carreira e se aproximar ainda mais de recordes e, claro, do heptacampeonato mundial da Fórmula 1.

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