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COPA TRUCK – Os Brutos também dividem curva – Goiânia – 2020

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Foto: www.copatruck.com.br
UMA CURVA PARA CHAMAR DE SUA

Quando me perguntam porque gosto tanto de esportes a motor, respondo: pelas disputas.

A beleza de qualquer categoria do automobilismo, motovelocidade ou corrida aérea, está na competição justa, com equipamentos muito semelhantes ou pouco diferentes.

Valorizo muito mais que o pé, o braço, o cérebro e principalmente a emoção alimentada pela adrenalina prevaleçam sobre a tecnologia.

No sábado e no domingo assisti Motovelocidade (Moto3, Moto2 e MotoGP), NASCAR (Xfinity, Truck Series e Cup), F1 e a Copa Truck, ilustrada nesse post TDT.

Torço para ver disputas acirradas como a de Débora Rodrigues e Roberval Andrade na imagem abaixo, com José Augusto na espreita, na corrida 2 deste domingo em Goiânia.

Uma mulher e um homem com histórias distintas com as corridas, rosa e azul nas pinturas, observados por outro caminhão branco, a cor neutra.

Simplesmente três seres humanos que buscam o mesmo ideal, o prazer de pilotar um monstro de algumas toneladas e disputar quem passa primeiro na próxima curva.

Foto: www.copatruck.com.br
JUNTOS E MISTURADOS

Nem sempre as disputas acabam em fila indiana.

Eu vi Roberval colocando seu caminhão por dentro da curva no final da reta dos boxes e acabar tocando em Débora Rodrigues que roda seu bruto e Jô Augusto bate de frente com ela, na disputa da curva.

Felizmente danos materiais que não impediram a vontade de continuar na corrida.

Situação de pista, pilotos sabem que pode acontecer e acredito que não desejariam estar em lugar diferente.

Como um balé, num rodopio ao acorde da música, o giro do caminhão nº 9 contrasta força e leveza.

Gente, é poético!

Precisa ser visto e revisto muitas vezes, em câmera lenta ou na velocidade natural.

Segurar um monstro desses não é para qualquer um, tem que ser muito corajosa e raçuda como essa mulher e depois voltar para a prova.

Foto: www.copatruck.com.br

O caminhão azul acima é de Pedro Paulo, Roberval Andrade passou Débora e continuou buscando os ponteiros, com muita velocidade e arrojo, muitas vezes escorregando com as seis rodas nas curvas.

Como resultado Roberval terminou a corrida 2 do domingo com grid invertido, na 2ª posição, José Augusto conquistou a 9ª.

Quis o destino que Débora com o nº 9, homenageando seu marido que se restabelecia de problemas de saúde, o também piloto Renato Martins, abandonasse por problemas mecânicos faltando 9 voltas.

Beto Monteiro sagrou-se campeão desta Copa.

No sábado venceu as corridas 1 e 2, outro exemplo de um ser humano que não abandona as dificuldades, pois na corrida 2 largou na 8ª posição do grid invertido.

Parabéns copa Truck, parabéns Beto Monteiro, parabéns Roberval Andrade, parabéns Débora Rodrigues, parabéns torcedores…

Parabéns seus Brutos!