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FÓRMULA 1 – Williams coloca funcionários de férias e diminui salário de George Russell e Nicholas Latifi – 2020

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(Foto: Fórmula1/divulgação)

Depois da Mclaren, a escuderia de Frank Williams é a segunda equipe a cortar custos frente a pandemia do coronavírus.

A Williams anunciou esta manhã que concedeu férias forçadas aos funcionários e diminuiu em 20% o salário dos pilotos George Russell e Nicholas Latifi por conta da crise mundial gerada pelo COVID-19. Os membros da equipe que não foram colocados em licença vão continuar em atividade, mas com salário reduzido.

Em um comunicado oficial, a Williams Racing comunicou sobre a decisões emergenciais: “Devido à situação atual envolvendo o Covid-19, a ROKiT Williams Racing está temporariamente contratando vários funcionários como parte de uma ampla gama de medidas de corte de custos.

O período de licença durará até o final de maio, enquanto a alta administração e nossos pilotos terão um corte salarial de 20% a partir de 1º de abril.

Essas decisões não foram tomadas de ânimo leve, no entanto, nosso objetivo é proteger os empregos de nossa equipe na Grove e garantir que eles possam retornar ao trabalho de tempo integral quando a situação permitir.”

Assim como outras equipes do grid que não possuem um grande orçamento por não vencerem campeonatos, a Williams é a que mais sofre nesse momento de crise por conta das medidas de isolamento propostas pela OMS (Órgão Mundial de Saúde). Além de não vencer corridas há anos, a escuderia inglesa permanece em último lugar desde 2018.

(Foto: Fórmula 1/divulgação)

Porém, não só as pequenas equipes sentem o impacto financeiro: a Mclaren anunciou na semana passada medidas semelhantes as da Williams. Os pilotos Carlos Sainz e Lando Norris voluntariamente reduziram seus salários, funcionários foram colocados em licença e os que trabalham na gerência, como Zak Brown e Andreas Seidl também tiveram redução de salário.

Essas decisões emergenciais de corte de custos por parte das equipes tem o objetivo de manter os empregos, além de evitar problemas financeiros nas organizações.

Mês passado, o governo britânico se ofereceu a pagar 80% do salários dos funcionários com até 2.500 libras por mês, para tentar ajudar as empresas a manterem sua força de trabalho e evitar quebras nesse momento de crise. O automobilismo sofre com o cancelamento de corridas e com a incerteza de quando as medidas de isolamento terminarão, já que além de não receberem pelas corridas, correm o risco de perderem patrocinadores.

Assim como a Mclaren e Williams, é provável que mais equipes da Fórmula 1 anunciem medidas de redução de custos nos próximos dias.