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FÓRMULA 1 – Bernie Ecclestone pensa e sugere uma categoria feminina na F1

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Foto: Andrew Hone / Pirelli / Fotos Públicas
Foto: Andrew Hone / Pirelli / Fotos Públicas

 

Em entrevista após o GP da Malásia, Bernie Ecclestone deixou escapar uma de suas atuais vontades! Vindo dele, pasmem, o todo poderoso levantou a possibilidade de termos uma categoria FEMININA na Fórmula 1. Disse também que já iniciou conversas com as equipes sobre o assunto e acha que a vertente  ajudaria na publicidade, visibilidade e atrairia mais investimento.

“Nós temos que começar por algum ponto, então eu sugeri que as equipes tenham um campeonato feminino separado. Neste momento, é apenas um pensamento, mas acho que seria muito bom para a F1. Elas atrairiam muita atenção e publicidade para a categoria.”, disse o chefão.

A ideia? ÓTIMA! MARAVILHOSA! Sem dúvida alguma! Mas passemos ao MOMEEEEENTO DE REFLEXÃO! Não é novidade alguma que a própria F1 “Masculina” passa por momento delicado e há tempo! Os chefões não conseguem resolver pequenos problemas apresentados por organizadores, montadoras/equipes e pilotos! Todt parece mais um “sujeito inexistente” que qualquer outra coisa e o nosso amado/idolatrado Bernie manda e desmanda sem noção dos impactos de suas ações! E agora vai querer peitar uma “nova” categoria? Espero mesmo que tenha $$$$$, apoio do mundo da velocidade (equipes, montadoras, fabricantes) e principalmente VONTADE REAL para tal feito!

Particularmente acho muito difícil iniciar e principalmente manter uma categorias somente com mulheres. Até pelo fato de não termos TANTAS pilotos nesse mundo e as equipes não colocam suas fichas nem nas que se destacam! Hoje temos 2 mulheres na categoria. E o que fazem? Uma, Susie Wolff, piloto de testes da Williams nem sequer seria opção para substituir Bottas, caso necessário. A outra, Carmén Jordá, piloto de desenvolvimento da Lotus e que dificilmente terá alguma chance antes de se deslocar a alguma outra categoria. Além disso, historicamente, a última mulher a disputar uma corrida OFICIAL da categoria, foi Leila Lombardi (ITA) na década de 70 (1976) – Mais de 4 décadas atrás.

Apenas para reforçar o que penso, seguem trechos da entrevista de Wolff ao jornal inglês “Mirror”:

“Definitivamente, não é o caminho correto. Primeiramente, eu não sei onde seria possível encontrar um grid completo de pilotos mulheres boas o suficiente. Em segundo lugar, eu já corri minha carreira inteira no automobilismo como uma competidora normal. Por que eu iria querer participar de uma corrida onde há apenas mulheres competindo?” – questiona a piloto.

“Eu posso dizer de coração que não me interessaria vencer uma corrida como essa. Eu preferiria não estar nesta corrida, pois o que eu estaria ganhando? Uma corrida onde eles apenas procuram por qualquer garota para formar um grid?” – completou Susie.

Mas quem sabe essa situação seja por falta de real condição ou de portas abertas para as moças? Quem sabe uma corrida somente para elas não seria estímulo para outras mulheres aventurarem-se neste mundo? De minha parte, estou torcendo MUITO para que seja real a intenção do Ecclestone, que seja SINCERA e VERDADEIRA, que as equipes entendam que valha a pena e claro, que se concretize.

#torcendo #f1feminina

Sugestão de matéria do leitor e colaborador do portal, Roberson Alvim Faria. Tomada de Tempo agradece.