Início Destaque NASCAR – Big one, zebra e raios brilham em Daytona – 2019

NASCAR – Big one, zebra e raios brilham em Daytona – 2019

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NASCAR e Daytona, combinação que não decepciona. Créditos : Jared C. Tilton | Getty Images (nascar.com)

Salve salve fãs da Nascar ! O que seria do esporte sem o seu santo preferido, o “São Imponderável”!!

Neste último domingo foi realizada a 18ª etapa da “Monster Cup” da NASCAR, as 400 Milhas de Daytona, esse grande templo da velocidade. A corrida que inicialmente seria realizada no sábado foi adiada para domingo devido às chuvas. Pelo mesmo motivo não foi possível fazer a TOMADA DE TEMPO para formação do grid, e sendo assim, a classificação do campeonato foi usada para organizar o pelotão. E que primeiras filas foram formadas, Joey Logano e Kyle Busch, seguidos por Brad Keselowski e Kevin Harvick. Caros leitores, só pilotos da prateleira de cima para puxar as filas.

No início da corrida, já podíamos perceber um senso de urgência, pois a chuva já era uma ameaça e poderia aparecer a qualquer momento para interromper a festa. Os carros não se desgrudavam, mérito do novo regulamento, e Joey Logano e Kevin Harvick seguiam firmes na ponta com seus Fords. Num ritmo forte e sem bandeira amarela, o primeiro segmento foi fechado com uma linda manobra de Logano, retomando a ponta de Harvick, auxiliado por Stenhouse Jr. Lá se vão mais 10 pontos na conta do campeão!

Após a bandeira amarela regulamentar entre os segmentos, Chase Elliott e Ricky Stenhouse Jr apareceram na ponta após bom trabalho nos pits. E por falar em Stenhouse, ele estava numa grande tarde, mas Kurt Busch resolveu lhe dar um empurrãozinho, mandando o #17 aparar o belo gramado de Daytona. Bandeira amarela.

No retorno dos pits, eis que surge ele, Austin Dillon e seu Chevrolet #3, piloto vencedor das 500 Milhas de Daytona em 2018 e desesperado por uma vitória este ano para garantir uma vaga nos playoffs, já que por pontos sua situação está bem complicada. Dillon fechou o segundo segmento na ponta, seguido por Alex Bowman e William Byron (olha os garotos aí de novo).

Após a nova rotina de pits entre segmentos, o veterano Ryan Newman e Joey Logano lideravam o pelotão. Bandeira verde! Austin Dillon faz Newman avançar e após conseguir abrir espaço, dá o bote e toma a ponta novamente. O #3 vinha fazendo uma corrida sensacional ! Pois é, vinha. Na volta 119, quando ainda liderava, Dillon foi atacado pelo #14 de Clint Bowyer, e desceu para fazer o bloqueio, só que atrasado e de forma equivocada. P1 e P2 se tocam, e enfim, veio um “Big One” de respeito, com 18 carros envolvidos, estando entre eles vários candidatos à vitória.

“Big One” com 18 carros. Oferecimento de Austin Dillon. Créditos : Brian Lawdermilk | Getty Images (nascar.com)

Bandeira amarela para limpar a bagunça e Kurt Busch aparece na P1 e ao lado dele o azarão Justin Haley, que corria para pegar experiência, sendo aquela apenas sua terceira aparição na divisão principal. Mas como diz aquele bela canção, “o acaso vai me proteger”, e assim foi.

Após algumas voltas em bandeira amarela, o veterano Busch decidiu entrar nos pits para completar o combustível, e de forma inteligente Haley e sua equipe, ao perceberem raios ao redor do circuito, arriscaram em permanecer na pista. Lembram do “São Imponderável” do primeiro parágrafo? Ele deu o ar da graça. Duas voltas após Kurt Busch entrar nos pits, a tempestade se aproximou, os raios ficaram mais perigosos e a NASCAR resolveu interromper a prova com a bandeira vermelha.

Os carros foram para os pits e cobertos. Com duas horas de espera, com o aumento da chuva e por terem sido disputados ao menos dois segmentos da corrida, foi confirmada a vitória do garoto de 20 anos, Justin Haley, pilotando pela modesta equipe “Spire Motorsports”. Uma zebra que deve ter movimentado as casas de apostas americanas.

Por não participar de forma integral do campeonato e por não atingir o número mínimo de provas disputadas, Haley não leva os pontos e nem a vaga nos playoffs. Mas pelo sorriso do garoto, isso não o incomodou e o troféu nessas circunstâncias é o suficiente. No fim de semana Haley volta a sua realidade que é a Xfinity Series, onde luta por uma vaga nos playoffs. Com certeza retornará com a moral elevada e em outro patamar.

A surpresa Justin Haley. Sem pontos, mas com sorriso e troféu. Créditos : Sean Gardner | Getty Images (nascar.com)

Destaques finais. No meio da confusão, William Byron (P2) e Jimmie Johnson (P3) conseguiram se salvar e garantiram pontos importantes na tabela. Ambos dão uma respirada em busca dos playoffs.

Segue novamente a tabela com os 30 primeiros em busca das 16 vagas dos playoffs. Faltam agora oito etapas para serem definidos os pilotos que lutam pelo título.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos. A Monster Cup volta no próximo dia 13, sábado, no Kentucky. Até lá e viva a NASCAR!

E como diria Kal-El: “Para o alto e avante !!”

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