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NASCAR – Enfim 200! – Fontana – 2019

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Créditos : Chris Graythen | Getty Images (nascar.com)

Escrever sobre um campeonato que na sua divisão principal possui 36 etapas é correr o risco de ser repetitivo em algum momento. Acredito que será o caso, pois não tem como evitar o feito de Kyle Busch, a sua vitória de número 200 e a igualdade com o ícone Richard Petty na história da NASCAR.

A aguardada vitória 200 poderia ter vindo no sábado, na prova da Xfinity, mas o jovem Cole Custer, que já tem nossa torcida por ser um piloto da NASCAR que se chama Cole, roubou a cena e fez “Rowdy” desperdiçar a tentativa na “Série B” (e quem não entendeu a referência, favor ver o filme “Dias de Trovão” e parar de passar vergonha).

Antes de comentar sobre a prova no domingo, não posso deixar de mencionar a trapalhada na classificação da Cup Series na sexta feira, na qual os 12 pilotos mais rápidos deixaram de marcar tempo por causa de um “jogo de espera”. Quem estava puxando a fila, estava oferecendo o vácuo, então nenhum desses quis ser o líder do pelotão. Ficaram esperando e quando deixaram o pitlane o tempo já não era suficiente para completar uma volta. Foi constrangedor para a categoria, o público vaiou e a NASCAR promete estudar o caso e promover mudanças.

Diante do panorama, Austin Dillon ficou com a pole. Por falar nele, gostaria de deixar a pergunta: Austin Dillon já merece ser considerado piloto de ponta? E Aric Almirola?

Desde o início da prova, Kyle se mostrou forte, venceu o primeiro e o segundo estágio com sobras e foi para o pit para troca de pneus e abastecimento. E como sempre, na NASCAR tem que ter alguma emoção, Kyle Busch foi punido por excesso de velocidade nos boxes. Erro do piloto, já que na NASCAR não tem limitador de velocidade para entrada e saída de boxes, ou seja, o controle é no pé. Automobilismo raiz e fundo do pelotão para ele.

Dada a largada para o segmento final, todos os olhos estavam sob o Toyota nº 18. E ele não desapontou. Kyle Busch costurava a 270 km/h como se estivesse no trânsito de alguma capital brasileira. Enquanto isso, na frente Brad Keselowski, Kevin Harvick e Ryan Blaney disputavam a ponta.

Faltando menos de 40 voltas, o pneu do bom rockeiro Bubba Wallace estourou (sim, bom rockeiro e tem nossa torcida por isso), deixando detritos na pista e causando a última bandeira amarela. Após a relargada, Kyle superou uma boa disputa com seu irmão Kurt e foi para cima dos líderes, viu Joey Logano assumir a ponta, mas foi por pouco tempo e Rowdy colocou todos no bolso neste domingo. Vitória 200 e só faltou dizer: “Vão ter que me engolir!”

A temporada do Buschinho está se tornando memorável. Em cinco provas, tem duas vitórias e quatro Top5. Mas ainda faltam muitas corridas e nos playoffs a história pode mudar completamente. Nada de falar em favoritismo.

Créditos : Jared C. Tilton | Getty Images (nascar.com)

A próxima etapa será nesse próximo domingo, em Martinsville. Pedindo licença para fazer uma analogia com o que Nelsão Piquet falou sobre Mônaco, diria que a NASCAR correr nesse oval é como andar de kart na sala de casa. É um oval de 0.5 milhas, o menor junto com Bristol e lá é impossível andar sozinho e não ter retardatários por perto. Vai ser divertido com certeza.

VEJA: Calendário completo da NASCAR 2019!

E fica a dica para acompanharmos a prova da animada Truck Series neste fim de semana, também nesse pequeno oval. Esse pessoal das camionetes quer mostrar serviço e não poupa equipamento.

E como diria Kal-El : “Para o alto e avante !!”

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