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BATE PAPO NAS PISTAS – Revelação do Super Drift Brasil conheça Bruna Genoin – 2017

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Mesmo sendo muito tímida e reservada, com o macacão amarrado na cintura e um sorriso no rosto, a blumenauense Bruna Genoin arranca aplausos das arquibancadas e paddock’s por onde passa. Filha do bicampeão Brasileiro de rali de velocidade Toninho Genoin, a jovem tem a velocidade no sangue.

Bruna Genoin em sua apresentação em Londrina – Foto: Fabio Melo

Criada em uma família típica do interior de Santa Catarina, desde pequena a piloto já arrastava seu carrinho de rolimãs ao lado de seu irmão pelas ladeiras da cidade. Com seu pai como ídolo, a jovem cultivou em si o amor pela velocidade, iniciando a sua vida no esporte aos 14 anos.

Aficionada por esportes que resultam em muita adrenalina, a piloto deixou de “lado” as Barbie e se dedicou a um esporte em ascensão aqui no Brasil.

Inspirada pelo filme Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio – filme que conta a história de Sean Boswell, um piloto de rua dos Estados Unidos, que ao mudar para o Japão em companhia de seu pai, aprende um novo e perigoso estilo para seu hobby – a piloto somou o desafio de ser a primeira mulher do Brasil a ingressar no esporte com o desejo de representar a ‘classe’ e conquistou na última temporada do Super Drift Brasil o título de piloto revelação.

Com todas essas fontes de inspiração somadas ao seu Nissan 350Z v6 “levemente” apimentado, a piloto fez bonito em todas as etapas que participou, inclusive debaixo de muita chuva na cidade de Londrina/PR em uma apresentação especial do SDB.

Recentemente a piloto participou de alguns testes no autódromo de Interlagos, onde pilotou um belíssimo exemplar do Mercedes C250 e também um Porsche 997 II (911 GT3 Cup). Logo na largada do nosso bate papo Bruna me contou um pouco sobre as diferenças dos modelos, me confidenciando também qual ela se sentiu mais à vontade para pilotar.

“O Porsche é um carro um pouco mais forte, possui um câmbio sequencial e desenvolve mais rápido, se você precisar segurar o carro na redução de marcha, você consegue”.

“Já a Mercedes possui câmbio automático com opção de mudança mecânica na borboleta, então se você precisar reduzir, ela só vai reduzir no momento que ela achar que o giro está no ideal para ela. Você não consegue “segurar” o carro na redução de marcha, é 100% freio de pé”.

Animadíssima com a possível estreia na temporada da Mercedes-Benz Challenge seguimos, e Bruna não hesitou em me revelar suas expectativas para a temporada, pegando o vácuo, perguntei a piloto, como ela avalia toda sua crescente dentro do esporte nesses últimos anos.

“A expectativa é extrair o máximo de aprendizado para chegar a uma categoria maior. Foi algo surpreende. Ninguém acreditava que eu evoluiria tão rápido, quanto eu evolui no drift, foi surreal esses últimos anos”.

Em um universo quase todo composto por homens, a blumenauense não esconde a felicidade de estar perto de uma categoria tão grande quanto a Mercedes. Caso definido seu contrato com a categoria, a piloto “dividira” os boxes com Bia Figueiredo – a Mercedes-Benz Challenge é regrada pela Vicar, empresa que também organiza e promove a Stock Car – considerada por todos um dos maiores nomes femininos do automobilismo mundial.

A jovem que almeja em breve seguir os passos da piloto, ingressando em uma categoria internacional me contou um pouco sobre esse sonho, e quais categorias ela gostaria de competir no futuro.

“O sonho já nasceu junto comigo, vem desde o meu pai e agora está em mim. Quero ser reconhecida com o que eu faço, com o que eu amo fazer, que é pilotar, independe de qual categoria. StockCar, NASCAR e quem sabe um Rali Dakar”.

Após uma parada nos boxes e já a bordo do modelo japonês, chegamos ao mundo do drift, paixão declarada da jovem. A piloto nunca escondeu que sua inspiração foi o filme americano, porém, como um entusiasta do icônico Nissan Skyline R34 eu quis polemizar! rs

“Bruninha, porque você escolheu o 350z, o Sean no Velozes e Furiosos pilotava um Evolution” sorridente ela respondeu. “E muito lindo!! E ótimo para a modalidade. Optei pelo Z por que é o melhor carro que se tem para fazer drift. Aqui no Brasil o modelo domina as pistas.”

Eleita em 2016 a piloto revelação do Super Drift Brasil, antes de finalizar perguntei se a jovem pretende continuar no mundo das derrapagens competindo simultaneamente nas duas categorias.

“Não pretendo largar o drift tão cedo, é algo viciante, um esporte muito gostoso de se praticar. Ano passado meu carro estava um pouco pesado, para essa temporada tenho um novo projeto em andamento, com algumas surpresinhas”.

A blumenauense que algumas semanas atrás completou 18 anos, finalizou na última terça feira os procedimentos para conclusão de sua carteira de motorista. Um bate papo com a única piloto de drift do país não poderia terminar de uma forma simples não é mesmo? Não poderia perder a oportunidade de fazer a pergunta do dia!!

Com o modo Ken Block ativado, finalizei perguntando a piloto se em seu teste de baliza existiu uma emoção a “mais” para a instrutora, após uma gargalhada a piloto respondeu.

“Foi muito engraçado, fui aprovada nessa última terça feira, eu disse a minha instrutora que não “sabia” fazer a baliza do jeito certo, que só sabia fazer do meu jeito. Ela queria saber como, quando terminamos o teste – e já aprovada – eu mostrei, ela ficou pasma”.

Antes de encerrar gostaria de dar meu parecer sobre a mulher no automobilismo, acredito muito e apoio a causa de uma maneira incrível, por vários motivos.

Analisando alguns nomes que estão em atividade hoje, podemos perceber que elas pilotam no mesmo nível que os homens, o que para mim seria o primeiro motivo. Outro motivo que posso citar e realmente confirmar é sobre o público.

Em Londrina em algumas etapas que acompanhei – uso de exemplo a Fórmula Truck, Stock Car com a Bia e também a final do SDB com a Bruna – pude perceber que muitas mulheres foram até o boxes das pilotos, da mesma forma muitos homens também as parabenizaram pelo trabalho. O que acredito ser muito valido para o esporte.

Realmente deve existir a participação de várias outras mulheres nos grids de categorias nacionais e internacionais, a competência e nível de pilotagem a muito tempo são equivalentes, muitas vezes até superior. Devemos SIM, respeitar e também incentivar os novos talentos femininos. E claro, não podemos esquecer, elas são responsáveis por deixarem o esporte ainda mais bonito.

Finalizando nosso bate papo especial, gostaria de agradecer a Bruna que concedeu um espaço em sua agenda, fazendo assim parte do nosso time de estrelas no Bate Papo nas Pistas.

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Tomada de Tempo, aqui a sua noticia é pole position.