Início SÉRIE: PELAS PISTAS DO BRASIL PELAS PISTAS DO BRASIL – AIC – Autódromo Internacional de Curitiba/PR

PELAS PISTAS DO BRASIL – AIC – Autódromo Internacional de Curitiba/PR

713

chamada002

E dando continuidade à nossa série PELAS PISTAS DO BRASIL, hoje é o dia do Autódromo Internacional de Curitiba – AIC! E eu, Marcelo Henrique Dias Abreu, apaixonado pelo AIC e após extensa pesquisa sobre o complexo, apresento humildemente as informações a seguir. Espero que gostem!

Por KikoCorreia - Obra do próprio, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=7806795
Por Kiko Correia – WikiPedia

HISTÓRIA

Quando falamos da história do Autódromo Internacional de Curitiba, o primeiro nome que surge é de Flávio das Chagas Lima como o fundador do empreendimento. Mas não podemos esquecer de um outro personagem, o curitibano Ayrton Lolô Cornelsen (nascido em Julho de 1922). Lolô é um engenheiro civil, arquiteto modernista e ex-futebolista, mas além disso, um visionário que no mundo do automobilismo, foi responsável pela construção dos Autódromos de Curitiba/Pinhais, Jacarepaguá, Estoril e Angola. Mas em nenhum destes casos contentou-se em construir apenas PISTAS ASFALTADAS! Lolô, com seu espírito empreendedor, transformou meros autódromos em grandes complexos de lazer que incluíam normalmente: kartódromos, quadras poliesportivas, acomodações como hotéis, camarotes e cadeiras cativas. Ainda, espaços para prestações de serviços como oficinas mecânicas, despachantes e até autoescola. Seus projetos nunca se resumiram em pistas de altas velocidades, ele sempre pensou em alternativas para que os complexos tivessem condições de funcionar o ano todo. E mais, a pista e seus carros velozes NUNCA foram as peças centrais e sim o espectador! Este era o ponto de equilíbrio de seu espetáculo, de seus projetos.

Um exemplo foi justamente Jacarepaguá, que tinha a pista com visualização COMPLETA das arquibancadas (ao menos até as obras de 1994). Lolô também contribuiu com 2 grandes evoluções no quesito SEGURANÇA. Apenar de nunca ter patenteado, o curitibano introduziu em seus projetos o redutor de velocidade da entrada de boxes e a famosa caixa de brita. Modelos que foram replicados no mundo todo e ao longo da história do esporte a motor.

E falando especificamente do Autódromo Internacional de Curitiba, como encontramos no site oficial de Lolô, a história conta que o arquiteto era diretor-geral do DER/PR no ano de 1959 e foi neste ano que ele projetou o PRIMEIRO autódromo brasileiro atendendo as normas da Federação Internacional de Automobilismo – FIA. Até aquele momento tínhamos apenas os circuitos de São Paulo e do Rio Grande do Sul. E aqui sim, entra na história, Flávio das Chagas Lima! Flávio era um empresário do setor de construção civil, pessoa modesta, humilde e APAIXONADO pelo automobilismo. Após seu envolvimento com a construção de uma estrada no Paraná, lucrou o suficiente para comprar seus próprios maquinários e em seguida fez proposta de parceria a Lolô para tirar do papel o Autódromo.

Após tal acordo, Ayrton (Lolô) escolheu uma área no distrito de Piraquara! O local era estratégico para o arquiteto, uma vez que por suas convicções, estava próximo do clube PAVOC (Parque Aquático Vila Olímpica de Curitiba), do complexo esportivo do Tarumã (Hípica e Ginásio) e ainda próximo às raias do Rio Iguaçu. Em sua mente, com a construção do Autódromo somada a estes outros empreendimentos, teríamos a primeira Vila Olímpica do país. Para a época, poderia ter sido taxado de louco em virtude dos riscos ao comprar uma área sem urbanização alguma ao redor (ruas e loteamentos). Mas era justamente esta a aposta do arquiteto! Com a chegada do Autódromo e os demais complexos, a valorização da região seria alta. Como a parte da sociedade de Flávio seria praticamente apenas os maquinários, Lolô teve que levantar fundos para viabilizar a obra. Assim criou planos de vendas de cadeiras perpétuas (cativas) e um centro de prestações de serviços.

folderoriginal
Folder dos serviços oferecidos pelo autódromo de pinhais – Fonte: www.lolocornelsen.com.br

Ainda, para fomentar a participação da população como um todo, as corridas de carros ocorreriam com outras atividades esportivas em paralelo, como vôlei e basquete, nas quadras esportivas. Também teria, conforme planta original, um lago artificial (na curva norte) para prática passeios náuticos. A pista de kart foi projetada inicialmente para a prática e o aprendizado para pilotos iniciantes. Para a criançada teríamos um playground e uma mini-ferrovia. Entre os pacotes de serviços a serem oferecidos no local, a ideia original previa assistência jurídica, mecânica e locais apropriados para a aprendizagem e o treinamento automobilística. Foi reservado também um espaço para a sede do Automóvel Clube do Paraná (ACP).

Veja a planta original (Fonte: http://www.lolocornelsen.com.br)

Fonte: www.lolocornelsen.com.br
Fonte: www.lolocornelsen.com.br

Legenda:
1. Torre de controle | 2. Tribuna social | 3. Box | 4. Apartamento para pilotos e oficinas | 5. Pista | 6. Kartódromo | 7. Lago | 8. Arquibancada popular | 9. Estacionamento interno | 10. Estacionamento e posto de abastecimento | 11. Sede da ACP | 12. Ferrovia mirim

Quis o destino que, em 1962, Lolô se mudasse para o Rio de Janeiro e acabou deixando suas atividades em Curitiba sob os cuidados de amigos e de dois irmãos. Obviamente esta mudança repentina acarretou impactos na construção do Autódromo de Pinhais (como vinha sendo chamado).

De qualquer forma, tocadas por Flávio das Chagas, as obras no distrito administrativo de Curitiba, começaram em 1965 e finalizaram em 1967, época em que nem existia a cidade de Pinhais (Fundada apenas em 1992). Com problemas para finalizar as obras, em 1967, Lolô mesmo no Rio de Janeiro, conseguiu auxílio do DER através de contato pessoal com o governador da época (Paulo Pimentel). Devido o apoio do governo do Estado, passaram a chamar o complexo de Autódromo Governador Paulo Cruz Pimentel, que foi inaugurado completamente em novembro de 1967 com provas de automobilismo, motociclismo, ciclismo e eventos filantrópicos.

Antes mesmo da inauguração oficial, tivemos em 1966 (com terra batida) a primeira prova do autódromo e usando o sentido anti-horário – o contrário do sentido atual. Os presentes puderam apreciar uma vitória maravilhosa de um carro de passeio adaptado (Galaxie 58) contra as gigantes carreteiras. Reza a lenda que o vencedor acabou doando toda a brita necessária para proporcionar a aplicação da lama asfáltica futuramente. Há quem diga, inclusive que a vitória acabou sendo facilidade em virtude desta possível doação.

A primeira corrida de motociclismo do autódromo, após inauguração oficial, foi o “Troféu da 1º Festa Estadual do Radialista” e quem levou a vitória foi Danilo Julio Afornali (BMW 500cc de 1951). Em 1969 sediou a “1º Prova Calhambeque”, além da das “100 Milhas de Piraquara”. Uns três anos depois da inauguração, uma parceria entre a turma do Aeroclube do Paraná com o Autódromo, possibilitou um Festival de Asas e Rodas e foi um grande sucesso. No mesmo ano o grande destaque mesmo foi o “Torneio Internacional de Fórmula Ford Inglesa”. O evento contou a ilustre presença de Emerson Fittipaldi.

Na época o circuito de 4200 metros de extensão, tinha 4 configurações possíveis de traçados. Considerando o traçado principal, o anel externo, teríamos 2700 metros e projetado para etapas de alta velocidade. A arquibancada, na reta principal, tinha capacidade para 20 mil espectadores com o conceito de Lolô: visibilidade total do evento. A reta principal foi projetada com 1100 metros pensando em provas de arrancadas.

Foto: Vista área da época da inauguração. Fonte: www.lolocornelsen.com.br
Foto: Vista área da época da inauguração. Fonte: www.lolocornelsen.com.br

Apesar de todo esforço e brilhantismo da construção, em 1971 a pista foi desativada (aqui chamada de Centro Esportivo Governador Leon Péres). Na época tínhamos uma intensa disputa de poder pelo controle dos esportes a motor no país. Devido uma ameaça de intervenção da nossa “maravilhosa” CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) na FPA (Federação Paranaense de Automobilismo), Flávio das Chagas Lima (Gestor e proprietário do autódromo) ameaçou FECHAR O COMPLEXO. E acabou fazendo! Ficando desativado de, aproximadamente, 1971 a 1988. Mas com alguma flexibilidade – poucas provas ocorreram no período, como exemplo o Rally Universitário (em 1974) com 60 carros em três eliminatórias de 20 carros e uma final com 30.

Em 1989, um acerto de partes entre Adeodato Volpi Junior e Nelson Pilagallo, costurou um apoio com o Governo do Estado (na época Álvaro Dias) para a reativação do complexo que passara a se chamar Autódromo Internacional Raul Boesel. E assim o automobilismo renasceu no Paraná, mas necessitando de maior dedicação e investimentos. E aqui aparece, com um novo conceito de gestão, o empresário Jauneval de Oms (piloto, patrocinador de equipes e pilotos). Jauvenal assumiu as despesas de reformas de grande porte necessárias e em contrapartida poderia explorar ($$$) em regime de concessão pelo período de 10 anos, podendo ser renovado por mais 10.

“Arrendamos o local em 1994, com um contrato de dez anos, automaticamente renovado por mais dez” – conta Jauneval de Oms (Peteco), presidente atual do Autódromo.

Com a nova gestão e direção, o empreendimento passou a se chamar Autódromo Internacional de Curitiba – AIC. Com sua visão moderna e aguçada, Jauvenal ou Peteco (para íntimos) colocou o autódromo no mapa automobilístico do Brasil e do Mundo. O modelo implementado é o executado até os dias atuais.

O fato é que sem o Flávio e sem Lolô, não teríamos tido todas as oportunidades de apreciar e nos emocionar com provas de Stock Car (todas as gerações), Arrancadas, WTCC, Fórmula Truck e dezenas de outras. O espírito empreendedor de ambos somado à garra de Flávio e a mentalidade (à frente de seu tempo) de Lolô proporcionaram a construção de um dos principais autódromos do Brasil. E ainda, não podemos esquecer da participação de Jauvenal de Oms, que foi fundamental.

O CIRCUITO

Obedecendo aos mais rígidos conceitos relativos à segurança, funcionalidade e à qualidade, o Autódromo Internacional de Curitiba – AIC é uma referência nacional e até mundial. Ele segue as normas e padrões da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e é homologado pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), o que permite receber provas das mais diversas categorias nacionais (Stock Car, Truck e etc) e mundiais (WTCC). Inclusive as populares provas de Arrancada.

Por Gustavo Girardelli Obra - WikiPedia
Por Gustavo Girardelli Obra – WikiPedia

Atualmente, trata-se de um circuito misto com sete curvas à direita, quatro à esquerda e cinco segmentos de reta, sendo o mais longo com 980 metros (inicialmente era 1100 metros). Totalizando 3.695 metros de extensão, 15 metros de largura, e tem desnível máximo de 4 metros. Já o circuito oval (anel externo) possui 15 metros de largura ao longo de 2.550 metros de extensão. Quanto as curvas temos as seguintes características:

“S” de Baixa: Sequencia de curvas em forma de “S” no final da reta principal, após uma forte freada.
Junção: Também chamada de entrada do miolo, é uma curva para a direita, em duas partes, onde geralmente se faz com o famoso “pé embaixo”.
Pinheirinho: A mais técnica de todas as curvas, a esquerda, com raio duplo, de baixa velocidade.
“S” de alta: uma sequencia em forma de S, de raio longo, geralmente feito em plena aceleração (ou quase) em descida, com pouca visibilidade.
Vitória: é a curva que antecede a grande reta, de raio longo, de alta velocidade.

O asfalto é reforçado com polímeros, possui excelentes e efetivas áreas de escape, guard-rails de três lâminas, guaritas de proteção para comissários de pista, torres para transmissão em locais apropriados e estratégicos.

Algumas fotos aéreas (Fonte – AIC):

ESTRUTURA

Quanto à estrutura oferecida pelo AIC, temos uma belíssima arquibancada (infelizmente sem cobertura) com capacidade para 30 mil pessoas sentadas. Trinta boxes com área útil de 88 m2 cada, portas removíveis, central de gases (nitrogênio), iluminação interna e externa, pit lane com largura de sete metros, pit stop com largura de oito metros e extintores de incêndio próprios. Ainda, 20 camarotes com 68 m2 cada, instalações sanitárias individuais, área frontal envidraçada, varanda. Acesso exclusivo para credenciados.

O centro médico tem heliporto próprio, central de gases (O2, NO2 e ar comprimido), centro cirúrgico de emergência, sala para primeiros socorros, equipamentos para terapia de queimados, completo sistema de monitorização.

Em relação às torres, temos uma com quatro andares completamente envidraçados e nela instalações para cronometragem, secretaria e diretoria de prova. Temos as torres computadorizadas, dispositivos de medição de tempos e velocidades de última geração. Também borracharia com 80m2, toda instalação elétrica, instalações de Nitrogênio e Sanitários.

Relação completa: Arquibancada, Boxes, Camarotes, Centro / Médico, Estacionamento, Heliporto, Posto de Pesagem, Restaurante, Sala de Briefing, Torre de Comando, Torre Computadorizada, Sala de Imprensa, Lanche da Arquibancada, Lanche da Área do Box, Administração de Pista, Borracharia.

Veja algumas fotos (Fonte – AIC):

CURIOSIDADES

Museu do AIC? Pode ser!
Quem entra na área de box do autódromo pode perceber que todas as casas, principalmente a lanchonete, tem em seus vidros e paredes posters/adesivos do mundo do esporte a motor. O site MOTORSPORT BRASIL fez uma matéria incrível sobre isso, acesse AQUI!

Flávio das Chagas Lima atropelado dentro de casa?

Encontrei no blog de Rui Amaral Junior (http://ruiamaraljr.blogspot.com.br), um relato de ARI MORO sobre Flávio das Chagas Lima. Neste relato achei interessante a história do atropelamento do Flávio, pelo Fúria #26 de Jaime Silva. Segue na íntegra:

“Empresário do setor de construções e, acima de tudo, um anônimo, modesto, humilde mesmo, apaixonado pelo automobilismo de competição e responsável direto – temos que destacar isso sempre – pela existência do Autódromo Internacional de Pinhais. Nunca soubemos que ele tivesse pilotado um veículo de corridas, nem mesmo um carrinho de rolimã, mas, presenciamos, isto sim, ele mesmo na boleia de um grande trator de pá escavadeira, de sua empresa de terraplenagem, sob o sol a pino, preparando o terreno onde hoje está localizado nosso primeiro autódromo paranaense. Sem o Flávio não teríamos a oportunidade de sentir as emoções, hoje, de uma prova de arrancada, .de uma Stock Car, de uma Fórmula Renault, de caminhões, de motocicletas, enfim, tudo o mais que acontece em nosso autódromo. Não há o que pague. o sacrifício desse cidadão, que muito lutou para ver seu sonho concretizado e dar ao público um local apropriado para as corridas motorizadas. Aliás, o autódromo deveria levar o seu nome e não é preciso dizer porque. Pois bem, nunca imaginava Flávio que, um dia, viria a ser vítima de um acidente automobilístico dentro da própria casa de espetáculos que criou. Nas décadas de 70/80 o piloto paulista Jaime Silva era um dos mais destacados do país, sempre presente nos autódromos. Numa corrida em Pinhais, Jaime estava no grid de largada pilotando um dos carros nacionais mais competitivos da época, o bonito protótipo Fúria que levava o número 26 e estava equipado com o motor do Alfa Romeo JK. Durante a competição, numa curva dos fundos do autódromo, o carro de, Jaime’ se desgarrou da pista, passou pela grama, arrebentou a mureta de proteção e foi parar no barranco, atropelando justamente sabem quem: o dono da casa, Flávio das Chagas Lima. Foi muito azar para Flávio que, em consequência, teve uma de suas pernas fraturada. Ainda bem que foi só isso, pois, até hoje ele comparece a quase todas as corridas, sempre sorrindo e incentivando os pilotos. Valeu Flávio!” – Ari Moro

Foto: Carro após atropelamento de Flávio - Fonte: ruiamaraljr.blogspot.com.br
Fonte: ruiamaraljr.blogspot.com.br

CATEGORIAS

Seguem as categorias que pelo AIC já passaram:

2ª etapa do Campeonato Paranaense de Arrancada
Arrancadas
BPR 96
Brasileiro de Marcas
Campeonato Metropolitano de Curitiba
Campeonato Paranaense de Arrancada
Campeonato Paranaense de Motovelocidade
Copa Bana Pneus
Copa Brasil Spyder Race
Copa Clio
Copa Pinhais
Copa Turismo GNV
Curitiba Motor Show
DTCC
Encontro Sul Brasileiro de Veículos Antigos
F3
Feiras de Automóveis
Fórmula Renault
Fórmula Truck
Fotos Aéreas AIC
GT3
GTBrasil
GT Premium Day
Marcas e Pilotos e Endurance
Mercedes Grand Challenge
Moto 1000 GP
Motovelocidade
Obras na Pista do AIC
Paranaense de Turismo
Pick Up Racing
Porsche Advanced Driving School
Racing Festival
Show Cars
Spyder race
Stock Car
Troféu Maserati
World Series
WTCC

Em 2002, foi realizado uma das etapas do campeonato mundial “World Series” e com a realização de uma etapa do Campeonato Mundial de Carros de Turismo, em 2006, o autódromo tornou-se conhecido mundialmente.

Para apreciar diversas fotos, acesse AQUI a galeria do autódromo!

HOJE EM DIA

Mas tudo isso acabará em breve! Toda essa história já teve um final definido e o autódromo foi vendido para um grupo de empresários do ramo de imóveis, ou seja, nosso palco da velocidade será substituído por casas e ruas de 40Km/h. Em um primeiro momento a data do fechamento oficial seria em julho de 2016 (Ver matéria da Gazeta do Povo), mas conforme último informativo do AIC, 12 de maio de 2016, o Autódromo Internacional de Curitiba (AIC) divulgou em seu site oficial uma nota que, em tese, confirma a possibilidade de que o AIC tenha atividades de esportes a motor até dezembro de 2016. Veja nota na íntegra:

banner04

Jauvenal – presidente do autódromo – explicou sobre a decisão de adiar o projeto imobiliário e postergar o fechamento do autódromo:

“É o resultado do momento econômico e político do Brasil. Comer pelas beiradas não faz mal para ninguém. Com o anúncio do adiamento, todo mundo (as categorias) voltou a nos procurar”.

A situação pode levar a Stock Car trocar a etapa de 17/07/2016 de local – De Cascavel/PR para Curitiba/PR. Mas a princípio as conversas ainda estão ocorrendo e nada está DEFINIDO ou OFICIALIZADO.

Grandes pilotos paranaenses fizeram duras críticas quanto ao fechamento do Autódromo! Gabriel Casagrande (Stock Car) criticou de forma dura a omissão do poder público

“Para construir estádios para times medíocres, em lugares que não existe sequer público, gastam bilhões, e para conservar um autódromo em um local onde gera atenção e receita, aí não tem dinheiro. Poderia ser equiparada a importância dos esportes. É muito triste saber que vai acabar porque ninguém quis colocar dinheiro, ninguém demonstrou interesse em manter”.

Já o curitibano Júlio Campos, também da Stock Car, fala com tristeza:

“É uma pena, vai ter uma carência dentro da nossa categoria e para todos do automobilismo. Mais um autódromo que perdemos no Brasil e, por ser curitibano, perdemos o quintal de casa”.

Ricardo Sperafico ressaltou a falta de perspectivas e de políticas públicas que incentivem o esporte:

“É triste porque estão acabando os autódromos. Os governos não têm projetos para futuras pistas. Estamos perdendo uma por ano, o que não incentiva o esporte, não forma pilotos, e vamos acabar ficando escassos de talentos”

EMOÇÃO: Aprecie este maravilhoso vídeo da MeetBrazilRacing no Autódromo Internacional de Curitiba! Emocionante! Fantástico! E pensar que tudo isso em breve vai acabar!

Então é isso pessoal! Texto extenso, mas rico em detalhes! Espero que tenham gostado! Semana que vem, nosso grande Anderson Cardoso retorna com a 3ª matéria da Série PELAS PISTAS DO BRASIL!

Fontes de pesquisa, fotos e imagens: http://www.lolocornelsen.com.br, http://www.nobresdogrid.com.br, https://pt.wikipedia.org/wiki/Aut%C3%B3dromo_Internacional_de_Curitiba, http://www.autodromodecuritiba.com.br